sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Lula com Feijão Branco e Legumes


Aqui em casa tá uma zona total, tudo fora de lugar pois estamos pintando a casa. Tira armário da sala, esvazia cristaleira da copa, sofás e cadeiras amontoados. Gatos se divertindo com a bagunça, principalmente Mafalda. Alonso mais medroso no começo, mas agora tá curtindo. Dorme nas pias dos banheiros ou embaixo das mesas e cadeiras cobertas com lençóis para proteja-las do pó. Enfim, o caos instaurado!  Na hora de fazer  a comida  tem que inventar coisas rápidas e fáceis. Esta receita é uma dessas invenções pra quebrar o galho na bagunça da casa.

Lulas cortadas em rodelas
Feijão branco cozido
Pedaços grandes de legumes: abóbora, cenoura, batata doce, vagem, tiras de pimentão sem pele, cebolas inteiras, xuxu e tudo mais que você acha que combina (lamentei não ter em casa maxixe, jiló e quiabo)
Sal
Pimenta do reino e pimenta rosa (ou seja semente de aroeira) em grão
Um tomate sem pele e sem semente picado em cubos.
Azeite de Oliva
Salsinha, cebolinha e manjericão
Curcuma e urucum

Cozinhe a lula na pressão (conte dez minutos depois que começar a ferver) com folhas de louro, cebola e uns grãos de pimenta do reino. Depois de cozida a lula, retire da pressão e junte um dente de alho,  e os legumes em momentos diferentes, respeitando o tempo de cozimento de cada um.   Ponha os grãos das pimentas restantes, o sal, o azeite de oliva, o açafrão da terra ou curcuma e um pouco de urucum. Deixe cozinhar e apurar um pouco o caldo. Por último junte o feijão branco que já estava cozido. Prove e corrija o tempero se necessário. Se você não tiver feijão branco cozido, pode dispensar e usar só os legumes. Não botem reparo na foto, porque a mesa da cozinha é a mesa da cozinha...e nessa bagunça então!!!!

Taí uma boa receita pra você fazer quando for pintar sua casa ou quando tudo estiver muito bagunçado. Garanto que você, enquanto come, vai esquecer a trabalheira que  terá quando a pintura ficar pronta e tiver que voltar a por tudo em ordem. Falando nisso, este final de semana vou ter que botar parte de minha biblioteca (que acabei de por organizar) abaixo para pintar as paredes. Haja saco!


Alonso dormindo na pia de um dos banheiros, lindo não? Mas na pia da cozinha e nas mesas de refeição ele sabe que não pode subir. Este gato é incrível! toma insulina e pancreatina diariamente sem nenhuma chantagem. Ontem cortei as unhas dele e ele nem aí, buscava bichinhos no teto. Quem tem gato sabe do que estou falando. 

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Camarão Perfumado com Coulis de Maracujá e Bacon








Camarão quem não gosta? E este então, é muito fácil, rápido e delicioso. Não vou dizer que é barato, porque aqui em Curitiba raramente se encontra camarão com preço razoável. Mas tirando o susto no bolso, a receita é muito boa. E o melhor susto é o contraste dos sabores. Vamos la!

Camarões grandes bem limpos
Oléo para fritar (prefira o de girassol, milho ou canola)
Uma tirinha de bacon
sal, pimenta do reino, alho e manjericão ou alfavaca

 Coulis de Maracuja

1 maracujá com polpa e semente
Açúcar
Água para diluir o maracujá (a diluição vai depender de seu gosto, mais ácido ou menos ácido)
Grãos de cardamomo
Grãos de pimenta do reino e da jamaica
1 cabecinha de cravo

Ponha o maracujá e o correspondente a duas vezes de água para ferver. Quando levantar a fervura coe esta mistura para retirar as sementes e restos de polpa. Junte os demais ingredientes e ferva até ficar uma calda grossa. Retire as sementes e está pronto o coulis. Ou seja, você na verdade vai fazer uma calda de maracujá que pode ser utilizada para acompanhar outras coisas, como peixe (salmão) ou sobremesas. Aqui vamos usar no camarão, mas quando a gente fala calda não é o mesmo efeito de falar coulis. É mais chique. To me lixando se é chique ou não, to interessado é no sabor. Se você não gosta de calda muito ácida, preste preste atenção no início da fervura. Para diminuir a acidez do maracujá dilua na água. 

Preparando o Camarão

Depois de descascar e limpar bem os camarões tempere-os com o sal, o alho, a pimenta e o manjericão e deixe em repouso uns 30 minutos. Esquente o óleo com o bacon e frite o camarão. Ponha num recipiente com um fundo de  coulis de maracujá e sirva como entrada ou tira gosto. (Não exagere no coulis, um pouco no fundo do recipiente e um fio sobre os camarões.

Comemos essa entrada no restaurante Rara Avis, que fica no prédio do Teatro Solis, em Montevidéu. Chico pediu uma entrada  de Pinchos de Terra e Mar e veio esta delícia, dentre outras. A diferença da  receita  do Rara Avis pra minha é que o bacon lá vem enrolado no camarão. Fui fazer igual mas a fatia de bacon era muito grossa e prendia no camarão. Por sugestão da Lígia, coloquei uma tirinha no óleo da fritura. Ficou muito melhor, só perfumou o camarão. 
 Fomos Iara, Simone, Chico e eu, assistir ao Inspetor Geral de Gogol, com a Cia Nacional de Teatro e depois jantamos no Rara Avis.  O Rara Avis é uma beleza e está no prédio do Teatro  Solis. Dois espetáculos fantásticos. Pra que mais?
  

Polvo à Galega (Pulpo a Gallega)




Esta receita de polvo é uma das melhoras formas de preparar polvo, não só porque é fácil, mas porque fica uma beleza. Sem nenhuma frescura, super simples, valoriza o sabor e a textura dos ingredientes. Ontem me deu na telha de fazê-la, fui ao Mercado Municipal, na minha peixaria preferida, chamei a Lígia e  fizemos o polvo. Foi uma comida feita pra ela, pra Iara e pra mim. Lígia trouxe espumantes, que foi a bebida perfeita para este prato. No verão curitibano, a 20 graus, com tempo nublado, quando não chuvoso, o que se pode fazer? 

1 polvo 
2 ou 3 folhas de louro
2 dentes de alho
1 cebola média
Páprica picante
Azeite de oliva extra virgem 
Algumas folhas de alfavaca ou manjericão
Alguns grãos de pimenta do reino
Sal
Uma panela com água fervendo

Numa panela grande ponha a água, a cebola, o louro, o manjericão, o alho e os grãos de pimenta. Limpe bem o polvo, tirando os olhos e possíveis restos de areia. Lave em bastante água corrente. Espete o polvo num grafo e mergulhe na água fervendo e retire. Repita esse banho três vezes (o choque térmico quebra as fibras e facilita o cozimento, portanto não nenhum procedimento mágico, mas se você acha que é não tem problema, é uma magia eficaz). Depois do terceiro banho, deixe o polvo ferver na panela até ficar macio. Demora uns 40 minutos. Pra saber se está cozido espete com um garfo. Quando estiver quase pronto, jogue sal na água e espere uns 10 minutos. Depois de pronto retire da água, corte em pedaços. Enquanto o polvo cozinha, descasque batata inglesa, corte em cubos e ponha numa panela para cozinhar com água e sal. Escorra para servir com o polvo.
Esquente, sem deixar ferver, bastante azeite de oliva e misture um pouco (uma colher de cafezinho) páprica picante. 

Monte o Prato: Primeiro jogue um pouco do azeite no fundo do prato, uma parte das batatas cozidas, o polvo em pedaços e batatas. Misture com cuidado para não quebrar as batatas. Outra forma de apresentar é separar  as batatas num lado do prato e o polvo do outro, tudo regado com o azeite. 

Quem me ensinou essa receita foi minha querida amiga Rosa Helena, que se criou comendo este polvo, feito pela mãe D. Dorinda, uma galega que veio pra Bahia, casada com seu Francisco. Mãe de Rosa, Luzia, Blanco, Edinho e Ana. Saudade dessa gente! Uma hora dessas tenho que ir a Salvador. A Rosa dessa receita não gosta de cozinhar, mas sabe muito bem o que é comida boa. A Rita, que trabalha na casa dela, faz uma moqueca de Camarão que, sem dúvida, é a melhor moqueca de camarão de Salvador. Grande Cozinheira que é, muito carinhosa, inteligente e sempre alegre é uma pessoa que todos que a conhecem lhe tem muito carinho. Grande Rita! Um dia vou postar sua moqueca aqui, vai ser um sucesso com certeza.  

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Escondidinho de Macaxeira (mandioca)




Outro dia foi a Fortaleza a trabalho e não tive tempo para outra coisa a não ser trabalhar, claro, fui lá pra isto. Mas trabalhando conheci muita gente legal, Glaucíria, Horácio, Monica, Maria Helena, Alexandre, Jacó. Revi duas grandes amigas Irlys e Laudícia. Revi também toda a família de Laudícia,  era aniversário do  Heitor  um de seus netos e fomos todos jantar numa pizzaria. Foi uma noite de sexta-feira muito agradável, uma excelente maneira de rever os amigos enquanto esperava o vôo de volta. Pela manhã Laudícia e Gui me levaram pro aeroporto e Laudícia me deu um belo queijo de qualho, daqueles, como disse ela, da roça. Maravilha! Fiz um baião delicioso aqui em Curitiba. Na noite da quinta fui com Irlys, Jacob e Glaucíria a um restaurante português. Comemos, por indicação de Galucíria, lagosta grelhada e um arroz de marisco. Meu Deus, Fortaleza é de matar! Duas noites de comida muito boa e conversa fiada, assim não tem dia de trabalho, por mais cansativo que seja que a gente não ache agradável. Dessa vez não comi escondidinho, mas mesmo assim vai aqui a receita que fazemos em casa. Meus amigos nordestinos talvez não aprovem, mas fica ótimo para quem não mora no Nordeste.

Mandioca muito bem cozida e amassada com o garfo ou batida no liquidificador.
Carne seca desfiada e refogada com cebola, alho e cheiro Verde e pimenta do reino.
Uma colher de manteiga
Catupiry 
Óleo
Pimenta do reino moida
Sal

Como já disse acima, depois de cozida a mandioca deve ser bem amassada com o garfo ou batida no liquidificador. Deve ficar na consistência de purê. Antes de por sal na mandioca, prove o sal da carne. Depois de dessalgar a carne seca, cozinhe, esfrie e desfie com o garfo ou com a mão. Refogue cebola, alho com um pouco de óleo, pimenta moida e junte a carne. Deixe refogar mais um pouco. 
Monte o Escondidinho: Passe um pouco de óleo num refratário, espalhe a carne.  Misture umas colheres de catupiry com a carne e despeje no refratário. Misture a manteiga e um pouco de sal na mandioca  e despeje sobre a carne. Pincele um pouco de manteiga derretida sobre a mandioca ou espalhe um pouco de queijo ralado e ponha no forno para gratinar (mesmo sem o queijo). Quando dourar está pronto. Sirva quente com arroz branco e uma boa salada de folhas. Se você quiser pode substituir o catupiry por fatias finas de queijo qualho. Aí coloque a carne no refratário e espalhe as fatias de queijo. Depois a mandioca e leve ao forno.

A foto que postei do escondidinho é só pra dar uma idéia. Iara falou que era um escondidinho mixuruca, ou seja muito pequeno e estava num refratário qualquer. Não daria uma boa foto, mas na verdade estava ótimo e ela fez só para nós dois, não podia ser muito grande não é mesmo? Aliás, as fotos desse blog não são produzidas. O segredo é que são comidas do diário e, ao contrário das fotos de livros de receita onde as fotos são uma coisa e a comida outra, as comidas desse blog são como nas fotos. Coisa caseira é assim mesmo! Aí, resolvi ver se fazia uma apresentação melhor.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Salsa Verde





Salsa verde é um molho italiano, da Região da Liguria. Maravilhoso! Quem fazia muito bem, mais que muito bem, era Dona Lala, mãe da Lígia, Valentina, João e Fúlvio. Deixar como herança esse gosto, esse cheiro,  e as cores dessa comida não é pouca coisa! Só deixa quem pode! Salve Dona Lala!
Nos 90 anos de Dona Lala, Lígia mandou fazer um imã de geladeira com esta receita incrível. Uma coisa que sempre me intrigou é que Dona Lala, bem mais velha que eu, sempre me chamava de Seu Rasia. Quando morávamos em Campinas, nos anos 80, íamos a Salto visitar Dona Lala e seu Annibal, os Negri. A acolhida para Seu Rasia, Dona Iara, Chico e Miguel era incrível e a comida deliciosa. A primeira vez que comi zabaione foi feito por Dona Lala. Até hoje tenho a memória daquele molho, nunca mais comi igual! 
Aqui vai a receita do jeito que está no imã dos 90 anos de Dona Lala ( Claro que com a permissão da Lígia e da Valentina).

Picar bem miudinho:
1 dente de alho,
1 ou 2 filets de alicci
1 grande maço de salsa (é muito mais salsa do que você pensa, um monte mesmo!)
Alcaparras a gosto
1 gema de ovo cozida 
Azeite de oliva extra virgem (bastante mesmo).
Gotas de vinagre  
Sal a gosto (não coloque muito porque tem o sal do alicci)
Numa tigela amassar a gema de ovo com as gotas de vinagre. Acrescentar os demais ingredientes, misturar tudo e cobrir com dois dedos de azeite de oliva extra virgem. Sirva com carne de frango ou de boi (músculo) bem cozida (carne lessa).  Cozinhe a carne como se fosse fazer caldo para sopa. Sirva a carne e reserve o caldo, que poderá ser utilizado para sopa ou para risoto. Para acompanhar batata cozida e porque não um pão italiano. 

Hoje fizemos aqui em casa. Cozinhei frango e músculo enquanto Lígia e Lu chegavam. Lígia me botou pra picar a salsa e Lu fez umas bruschetas maravilhosas com tomate, azeitona preta e alho! E eu incomodando porque como boa fisiologista Lu cortava os tomates como se estivesse fazendo lâminas em laboratório, cubos perfeitos. Lígia prometeu que ia fazer um outro molho italiano hoje, o famoso peperata, mas com o calor desistimos. Faremos no inverno. Marilene, nossa querida amiga da lapeana também veio para o almoço, trazendo um pão artesanal de Natal feito na Lapa. Guardei para comer  quando minha prima Tereza vier de Porto Alegre, no ano novo. 
Descobri porque Lígia me pôs pra picar salsinha: ela tem trauma, porque quando era criança era ela quem picava a bendita da salsinha em casa. Imaginem se fosse hoje Dona Lala ia ter que prestar contas para o Conselho Tutelar da Criança. Mas claro, Lígia não vai ficar barato picar aquele monte de salsa,  vou me queixar para o Conselho Tutelar do Idoso, afinal já passei dos 60. 


sábado, 10 de dezembro de 2011

Mini Berinjela da Dona Argentina



Dona Argentina, mãe de Raca, Edu e Bia. Uma boliviana descendente de árabes, dona de um humor fantástico, de uma vivacidade incrível e de uma inteligência aguçadíssima. Devorava, livros e jornais . Ligada em política, cinema, jogo de cartas e cigarro. Sabia se indignar como ninguém com o que lhe desagradava. Não tinha mais que um metro e meio de altura, magra, mas enchia a casa com sua presença. Não tinha sala, quarto ou cozinha onde estivesse Dona Argentina que não fosse tomado por ela. Não tinha quem não se encantasse com esta senhorinha, que conheci na Rua do Bispo, no Rio de Janeiro, nos anos 70. Naquele tempo ela devia ter a minha idade. Depois mudou pra Campinas e aí morreu. Que saudade de Dona Argentina! Que figura e que comidas maravilhosas fazia.  Esta receita é em sua homenagem Dona Argentina. Ah, antes que eu esqueça Pedro e Luisa estão enormes e Raquel continua cozinhando maravilhosamente bem. Não me importo que ela fique braba, mas a Senhora cozinha muito melhor que ela.

Mini berinjelas sem os cabinhos
Nozes picadas com faca
Azeite de oliva
Alho
Sal

Retire os cabos das berinjelas, lave e faça um corte na transversal sem separar as metades. Cozinhe no vapor. Deixe esfriar. Enquanto isso pique as nozes com a faca e amasse um dente de alho. Faça uma pasta com as nozes, o alho, o sal e azeite de oliva. Recheie as berinjelas, ponha num refratário e cubra com azeite de oliva. Eu ponho um pouco de sal na berinjela enquanto ela cozinha. Deixe curtir umas horas fora da geladeira.
Tá pronto. Digo que é um minuto, mas claro é um pouco mais, mas é tão simples que até mesmo quem não sabe cozinhar pode fazer. Aliás, a simplicidade das receitas de Dona Argentina e sabor da comida que ela fazia são insuperáveis!

domingo, 4 de dezembro de 2011

Bolo de Amêndoa


Este é um bolo tradicional português, feito a base de amêndoas e ovo, vai pouquíssima farinha, nada de leite, manteiga e fermento. Fica uma beleza e não dá trabalho nenhum. Ontem fiz um jantar para o Grupo de Pesquisa em Sociologia da Saúde, aqui em casa e como a Marcê tinha feito aniversário fiz o bolo pra ela. Assim, esta receita é pra minha querida amiga Marcê Moliani. Vai lá:

300 gramas de amêndoas sem casca.
4 ovos inteiros
4 gemas
100 gramas de farinha de trigo
300 gramas de açúcar
1 colherinha de canela em pó.

Comece batendo os ovos e o açúcar. Enquanto isso pele as amêndoas colocando em água fervendo por 2 minutos e esfregando entre as mãos. Mais rápido é enrolar as amêndoas num pano e esfregar sobre a mesa de trabalho. Espere as amêndoas secarem um pouco e coloque no liquidificador para fazer uma farinha. Depois de bem batidos os ovos e o açúcar junte a farinha de amêndoas, a farinha de trigo e bata bastante. Coloque numa forma que solta o fundo e deixe descansar uma meia hora. Coloque no forno a 190 graus e deixe assar por 40 ou 45 minutos. Na hora de servir polvilhe com açúcar de confeiteiro e decore com lascas de amêndoas.

Garanto que este é o melhor bolo de amêndoas que eu já comi! Uma receita de freiras portuguesas, do tempo em que as freiras tinham tempo para moer amêndoas no pilão. Hoje elas ainda  deve ter tempo pra fazer bolos, mas claro, já devem ter liquidificador, batedeira e processador. Se não tiverem nada disto, bom aí é problema delas se continuam moendo amêndoas no pilão.